Insônia e hipersônia: desafios à qualidade de vida

  • setembro/2017
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insônia

Uma noite mal dormida pode estragar o dia. Cansaço, irritabilidade e dificuldade de concentração são sintomas que aparecem quando a pessoa não está bem resolvida com o travesseiro. O que para a maioria pode ser um problema passageiro, no entanto, torna-se um “pesadelo” para quem sofre de distúrbios do sono, como insônia ou hipersonolência – que é a sonolência diurna. Em ambos os casos, é imprescindível tomar cuidados médicos apropriados.

Os períodos de privação do sono (noturna e diurna) cresceram na sociedade moderna, fazendo da questão um desafio à saúde pública. Para o profissional que avalia o sono, é fundamental conhecer as crenças e o ambiente em que o paciente está imerso. Hiperconectividade, exigências profissionais e preocupações em geral fazem com que se busque cada vez mais produtividade em detrimento dos períodos tradicionalmente recomendados para descanso.

Distúrbios do sono manifestam-se das mais variadas maneiras. Eles podem ser causados por fatores ambientais e hábitos pessoais, ou por consequência de transtornos neurológicos. E é a combinação entre esses fatores que pode provocar ou agravar quadros patológicos – prejudicando, assim, a qualidade de vida do paciente.

Entendendo os sintomas

A baixa qualidade do sono pode ocasionar prejuízo neurocognitivo. Mas como diferenciar a simples privação de sono de um caso mais grave?

Por ser uma patologia crônica, a insônia se manifesta e persiste por períodos maiores. Ela se caracteriza de diferentes sinais, como demora para pegar no sono, acordar durante a noite ou sentir, pela manhã, que o sono não foi reparador. Cansaço, falta de concentração, variações comportamentais e perda de reflexos acompanham o quadro. Em casos mais profundos, a dificuldade de dormir à noite pode perdurar por meses, recorrendo quase diariamente.

Segundo o profissional, o hábito de sono saudável previne complicações futuras. “O ideal é dormir oito horas por noite”, recomenda coordenador do Departamento de Medicina do Sono da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP).

Conheça a atualização em Psiquiatria desenvolvida pela ABP

Enquanto a insônia mantém milhões acordados durante as noites, outro problema relacionado ao sono ataca na direção oposta. Trata-se da hipersônia, caracterizada por ataques de sono excessivo ao longo do dia.

A enfermidade pode ser classificada em idiopática, medicamentosa ou sintomática, atingindo os ciclos de serotonina e noradrenalina. Diferentemente de casos de narcolepsia ou catalepsia, o cansaço intermitente durante o dia não se reduz após o sono, mesmo quando acima das oito horas diárias recomendadas. O uso de substâncias e sedativos, mas principalmente bebidas alcoólicas, podem influenciar no diagnóstico.

Tanto a hipersonolência quanto a insônia têm influência direta no comportamento, daí a importância das terapias e medicamentos indicados pelos profissionais. “Transtornos do sono são porta de entrada para todos os transtornos mentais. A insônia é um fator de risco o para suicídio, por exemplo”, alerta o psiquiatra Almir Tavares, também é coautor de Medicina do sono e psiquiatria: da insônia à hipersonolência, artigo que integra o ciclo 1 do Programa de Atualização em Psiquiatria (PROPSIQ).

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