Acromegalia: tratamentos para reduzir os efeitos da doença

  • fevereiro/2018
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O Brasil conta com uma novidade para o tratamento da acromegalia, doença rara causada pela produção exagerada do hormônio do crescimento (GH). Trata-se do Signifor (pamoato de pasireotida), medicamento que recebeu registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em abril de 2017.

O descontrole hormonal, que geralmente afeta pessoas com idade entre 30 e 50 anos, provoca o crescimento exagerado de algumas partes do corpo. Mãos, pés e partes do rosto são aquelas que mais sofrem mudanças. O anel deixa de caber no dedo, o sapato fica pequeno e problemas dentários são apenas algumas das situações que mais acometem as 150 mil pessoas portadoras da doença no Brasil. Cefaleia, alteração da visão e rouquidão constituem a lista de sintomas secundários.

Na maioria dos casos, a acromegalia procede de um adenoma hipofisário secretor de GH – ou seja, um tumor benigno na glândula pituitária do cérebro, a hipófise. Ocorre que, se o tumor não for retirado ou não tiver seus efeitos abrandados por medicação, além de alterações anatômicas a doença pode desencadear problemas metabólicos, tais como: hipertensão, diabete e doenças do coração.

Existem três tipos de tratamento para a acromegalia: medicamentos, radioterapia e cirurgia – a intervenção mais utilizada.

Recentemente, um conjunto de pesquisadores padronizou os critérios terapêuticos. Em um artigo, publicado em 2014, os cientistas citam como avanço mais significativo o consenso sobre os valores de controle hormonais. A taxa considerada normal estabeleceu-se em GH basal <1 mcg/L (mcg/L = ng/mL).

Mas o grupo faz um alerta: os métodos laboratoriais devem seguir normas internacionais para obter resultados precisos – algo determinante para o combate à doença. A radioterapia foi considerada arbitrária, devido a inúmeros relatos de aumento na morbimortalidade, bem como lesão tecidual local.

Já a indicação do tratamento medicamentoso foi unânime para a redução do tumor. No caso do Signifor, por exemplo, a terapia pode ser receitada na forma farmacêutica de pó para suspensão injetável, nas concentrações de 20 mg, 40 mg e 60 mg. As doses e a periodicidade variam conforme o diagnóstico do endocrinologista.

Entende-se, no entanto, que o Signifor não é indicado para todos os casos de acromegalia. Conforme a Anvisa, o medicamento deve ser receitado somente a pacientes adultos que não se adaptaram a outros tratamentos ou quando a cirurgia do tumor hipofisário for ineficaz ou não é uma opção viável.

Para saber mais sobre a acromegalia e aprimorar sua prática profissional, conheça a atualização em Endocrinologia e Metabologia da SBEM.

Atenção aos sintomas da acromegalia

Um dos principais problemas para o tratamento da acromegalia é o diagnóstico tardio. Segundo o artigo Diagnóstico e Tratamento da Acromegalia no Brasil, a confirmação da doença “é frequentemente realizada cerca de 8 a 10 anos após o aparecimento dos primeiros sinais e sintomas”.

Diante da suspeita, o médico deve recomendar ao paciente a realização de uma ressonância de crânio. Isso porque o exame de imagem é o mais seguro para confirmar casos de lesão na hipófise.

Diagnosticar a doença precocemente ainda reduz as chances de complicações cardiovasculares e respiratórias. Trata-se de algo fundamental para o tratamento, já que, segundo o artigo científico, as complicações cardiovasculares são responsáveis por 60% das mortes em acromegálicos. Enquanto isso, complicações respiratórias correspondem a 25% dos óbitos.

Redação Secad
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