Novo ciclo do PROACI aborda uso de telas nas cirurgias de hérnia abdominal

  • dezembro/2019
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Um novo ciclo do Programa de Atualização em Cirurgia (PROACI) do Secad foi lançado, e com muito conteúdo útil à prática médica. Entre os principais temas a serem abordados estão a escolha da tela em cirurgias de hérnia da parede abdominal e a prevenção de lesões iatrogênica de vias biliares.

A hérnia abdominal ocorre quando há fragilidade dos músculos em uma determinada área, gerando uma saliência externa, além de dor e desconforto. Podem ocorrer na virilha (do tipo inguinal, o mais comum), na chamada linha Alba do abdômen (epigástrica), no local de uma cirurgia anterior na parede abdominal (incisional) ou na região do umbigo (umbilical).

Felipe Carvalho Victer, cirurgião geral no Hospital Universitário Clementino Fraga Filho, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), indica que, nos últimos anos, surgiram diferentes técnicas de tratamento. “É fundamental que o cirurgião esteja atento a estas mudanças, senão continuará realizando procedimentos que podem não ser os mais efetivos para o seu paciente”, pontua.

A cirurgia – aberta ou por laparoscopia – é a única forma efetiva de tratamento em casos sintomáticos e serve para reposicionar o órgão na cavidade abdominal. O fechamento do anel herniático pode ser feito por meio de sutura, mas a sua combinação com a colocação de tela tem sido a escolha mais popular entre cirurgiões.

O material reforça a região em que surgiu a hérnia, diminuindo o risco de recidiva. É feito de polímeros biocompatíveis (incorporados pelo organismo) e não causa rejeição. Os pacientes mais beneficiados são os que já passaram por várias cirurgias no mesmo local, o que enfraquece os tecidos musculares.

Foi o caso do presidente Jair Bolsonaro. Após três cirurgias, Antônio Luiz Macedo, gastroenterologista responsável pelo caso, escolheu utilizar uma tela de polipropileno, a mais comum em casos de hérnia abdominal. Outra opção é a Sepramesh. Cada tipo tem características específicas.

Além desse tema, o novo ciclo do PROACI aborda a prevenção de lesões iatrogênicas de vias biliares, uma possível complicação cirúrgica na colecistectomia (remoção da vesícula biliar). O quadro pode evoluir para cirrose biliar secundária, o que demanda transplante hepático.

A principal recomendação para evitar a ocorrência da lesão é optar pelo procedimento assistido por vídeo (videolaparoscopia). No entanto, Victer indica outra possibilidade, considerando que o procedimento nem sempre é acessível.

“Independentemente do grau de dificuldade da cirurgia, se o médico seguir os passos recomendados, a taxa de lesão de via biliar diminuirá drasticamente”, diz o médico, que também é especialista em cirurgia geral pela Associação Médica Brasileira (AMB). Ele lembra, ainda, que uma colecistectomia incompleta pode ser mais benéfica nos casos em que a realização de uma intervenção completa apresentar alto risco de ocorrência de lesões das vias biliares.

O ciclo 16 do Programa de Atualização em Cirurgia (PROACI) é chancelado e desenvolvido em parceria com o Colégio Brasileiro de Cirurgiões (CBC). O conteúdo é apresentado por meio de artigos, casos clínicos e exercícios para fixação. “Temas de diferentes complexidades são expostos de forma clara e objetiva para que os leitores possam extrair o máximo de conhecimento”, explica Victer, organizador do programa.

Confira os temas abordados:

  • Colangite esclerosante primária;
  • Opções cirúrgicas no tratamento das hérnias incisionais;
  • Pancreatectomia laparoscópica;
  • Transplante de pâncreas;
  • Abordagem da doença hemorroidária;
  • Disfunções anorretais: propedêutica e tratamento;
  • Escolha da tela nas cirurgias das hérnias da parede abdominal;
  • Herniorrafia inguinal convencional X laparoscópica;
  • Monitorização transoperatória do nervo laríngeo recorrente;
  • Tireoidectomia endoscópica transoral por acesso vestibular (TOETVA);
  • Abordagem minimamente invasiva na endometriose;
  • Conduta nas estenoses pépticas do esôfago;
  • Lesão iatrogênica das vias biliares: como evitar;
  • Radioterapia de precisão: implicações para o cirurgião;
  • Terapia peritoneal no câncer gástrico;
  • Cirurgia citorredutora e quimioterapia intraperitoneal hipertérmica no tratamento da carcinomatose peritoneal;
  • Cirurgia linfática;
  • Esofagectomia no câncer de esôfago;
  • Preparo metabólico do paciente cirúrgico;
  • Ressecção submucosa endoscópica de lesões colorretais.

Redação Secad
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