Como realizar o transporte de pacientes de Covid-19 de maneira segura

  • junho/2020
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transporte de pacientes covid-19

Tanto o transporte de pacientes com suspeita ou diagnóstico de Covid-19 entre hospitais quanto as movimentações internas nas unidades de saúde são consideradas procedimentos de risco. O menor contato com uma pessoa ou superfície infectada pode ser suficiente para a contaminação. Assim, quando um paciente deixa o isolamento, as equipes de apoio precisam seguir padrões rígidas para evitar a transmissão do vírus.

Conheça a seguir os procedimentos mais indicados para o transporte de pacientes de Covid-19 e saiba como torná-lo mais seguro às equipes de saúde.

Condições para as transferências

Indivíduos com suspeita ou diagnóstico de Covid-19 podem precisar ser transportados para exames de imagem, realocação em novo setor ou transferência para centros médicos mais bem equipados. O National University Hospital, de Singapura, publicou no periódico médico Critical Care uma tabela para orientar a atuação dos profissionais de saúde em situações assim.

A equipe médica deve considerar, antes de dar início ao transporte, o estado do paciente, a segurança dos profissionais de saúde envolvidos, a segurança de terceiros, os planos de contingência para emergências durante a movimentação e a descontaminação pós-transporte.

Além disso, é fundamental que as equipes das diferentes unidades ou hospitais sejam informadas sobre as suspeitas ou diagnósticos de infecção pelo vírus. Para intensificar a proteção, equipamentos de purificação do ar devem ser utilizados sempre que disponíveis.

Você pode tornar-se um médico mais preparado para orientar o procedimento com a Atualização em Medicina Intensiva desenvolvida em parceria com a AMIB.

Transporte de pacientes intra-hospitalar

Conforme as recomendações do Protocolo para manejo de pacientes suspeitos de infecção por coronavírus do Grupo Hospitalar Conceição (GHC), de Porto Alegre (RS), o paciente deve utilizar máscara cirúrgica, avental descartável e luvas de procedimento quando a saída do leito for inevitável. Os profissionais de saúde responsáveis pelo transporte também devem utilizar máscara cirúrgica, avental impermeável de mangas longas e luvas. O monitoramento da oximetria de pulso e da pressão arterial tem que ser constante.

Caso o paciente tenha contato direto com qualquer superfície, ela deve ser higienizada rapidamente com álcool 70 gl. O transporte de pacientes interno deve ser realizado com o apoio de mais de um enfermeiro, para que um dos profissionais possa permanecer a uma distância segura do indivíduo infectado e abrir portas e passagens.

Quando o paciente estiver em ventilação artificial, o Hospital da Universidade Federal de Santa Catarina recomenda que o transporte seja acompanhado por médico, enfermeiro, fisioterapeuta e técnico de enfermagem. No protocolo para mudanças intra-hospitalares, a instituição define diretrizes para transferências de emergência para UTI, enfermarias para UTI, UTI para radiologia e UTI para centro cirúrgico. Se possível, o ideal é que a movimentação das pessoas com diagnóstico ou suspeita de coronavírus seja realizada com horários agendados. O objetivo é reduzir o fluxo e a possibilidade de contágio de terceiros.

Transporte extra-hospitalar

A transferência extra-hospitalar pode ser necessária quando houver demanda por respiradores ou outros atendimentos específicos. De acordo com as instruções do GHC, os equipamentos de proteção individual (EPI) do paciente e dos profissionais de saúde são os mesmos do transporte interno.

Para a ambulância, o correto é higienizar o veículo inteiramente com água e sabão e desinfetar com álcool 70 gl a cada uso. É importante que as unidades de saúde reservem áreas exclusivas para o embarque e desembarque de pessoas com suspeita ou diagnóstico de Covid-19. Elas evitam, assim, o encontro com profissionais e demais pacientes que não estejam expostos ao vírus.

O GHC também alerta para a possibilidade de os profissionais precisarem realizar procedimentos de urgência durante a movimentação. Além disso, aborda a importância de estarem preparados para manejar a situação sem descuidar dos riscos de contaminação.

Redação Secad
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