Azotemia e uremia: tratamentos indicados para cada uma das doenças renais

  • junho/2018
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Como as sabe, os rins exercem funções extremamente importantes para o funcionamento do organismo. Eles eliminam resíduos e líquidos, regulam a quantidade de água no corpo e de elementos químicos do sangue – como sódio, potássio, fósforo e cálcio. Além disso, eles liberam hormônios para a corrente sanguínea, fabricam células vermelhas do sangue e fortalecem os ossos. Por isso é importante ficar atento a problemas de azotemia e uremia, você pode alcançar a sua especialização profissional.

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Em pequenos animais, dois problemas renais são bastante comuns. Um deles é a azotemia e uremia, que podem ter de origem pré-renal, renal e pós-renal; o outro, a uremia, decorrente do agravamento da azotemia. Em geral, a primeira é causada quando os produtos provenientes da degradação protéica – geralmente eliminados pela urina – deixam de ser filtrados pelos rins.

A azotemia e uremia pré-renal pode ser resultado de um distúrbio que tenha diminuído a perfusão renal. Como resposta, o organismo aumenta a produção de ureia e creatinina. Já o acometimento renal é causado por insuficiência do órgão e ocorre quando 75% dos néfrons se tornam não funcionais.

Na maioria dos casos, a azotemia de origem renal causa significativa diminuição da taxa de filtração glomerular, que aumenta o fluxo de produtos nitrogenados no sangue (ureia e creatinina, especialmente). Já a azotemia pós-renal consiste na diminuição na eliminação de urina, mais frequentemente resultante de obstrução uretral ou ruptura vesical.

Os sinais clínicos iniciais da doença podem variar. Origem, gravidade, duração, velocidade da progressão, presença de outra enfermidade não relacionada e idade influenciam esse processo. Os sintomas clínicos, no entanto, são quase sempre os mesmos. Eles resultam na incapacidade dos rins de expelir resíduos metabólicos e de regular os equilíbrios hídricos, ácidos, básicos e eletrolíticos e se manifestam em forma de letargia, depressão, vômito, diarreia, desidratação, necrose de língua, febre, entre outros.

O diagnóstico feito durante anamnese deve ser acompanhado de exame físico, avaliação laboratorial, exame de imagem e biópsia renal. É o exame físico, aliás, que revela sinais relacionados com a uremia, como desidratação, fraqueza, mucosas pálidas e emagrecimento. No hemograma, é possível observar a taxa de leucocitose, monocitose, aumento no hematócrito e nas plaquetas plasmáticas compatíveis com a desidratação.

Grave consequência

A uremia é classificada como uma manifestação clínica secundária à azotemia. Geralmente ela consiste no estágio clínico final, em que todas as alterações progressivas generalizadas se somam. Nesta etapa, a função do órgão está gravemente comprometida.

O acometimento gastrointestinal é a ocorrência mais comum na uremia. Além disso, o animal pode manifestar sintomas como anorexia, vômito, diarreia, letargia, tremores musculares, convulsões, coma, hipertensão, perda de peso e hálito com odor amoniacal.

Toxinas urêmicas estimulam a elevação dos níveis de gastrina sérica – essa, por sua vez, liga-se aos receptores das células parietais localizadas na mucosa gástrica e estimulam a secreção de maiores quantidades de prótons de hidrogênio por um período prolongado. Além disso, 40% da gastrina circulante é metabolizada pelos rins. Portanto, a redução do funcionamento renal resulta em aumento e prolongamento da estimulação das células parietais.

Possíveis tratamentos da Azotemia e Uremia

A azotemia pode ser tratada com dieta proteica controlada. No caso de cães cujo estágio da doença está classificado entre leve e moderado, é recomendável alimentação composta de 15% a 25% de proteína. A restrição de proteínas na dieta em gatos com insuficiência renal precisa de ainda mais cautela. A orientação consiste em mais dias de dieta, com 28% a 32% de proteína nos alimentos. Em casos de anemia, o fornecimento de proteína deve ser aumentado até que se recuperem os valores-padrão.

O uso de altas concentrações de fibras nas dietas de pacientes com doença renal também pode ser um bom método para a redução da azotemia. As fibras são fonte de carboidratos para as bactérias gastrointestinais, que utilizam a ureia do sangue como fonte de nitrogênio. Assim, a concentração de ureia sérica é reduzida.

O tratamento dialítico é indicado para casos de uremia severa, após as terapias convencionais não apresentarem efeito. Sem esse tratamento, animais com problema renal agudo podem chegar a óbito entre quatro e seis dias. Realizada a tempo, a terapia reduz a maioria das consequências clínicas da uremia aguda e amplia a expectativa de vida dos animais.

Redação Secad
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