Identificação de espondilolistese em atletas jovens

  • setembro/2017
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espondilolistese

Esforços repetitivos da coluna lombar costumam causar reações de estresse ao organismo. Caracterizada pelo deslizamento de uma vértebra sobre a vértebra adjacente, a espondilolistese provoca dor no nervo ciático e instabilidade da coluna. Comum entre pessoas que praticam esportes, o problema torna-se ainda mais grave com atletas, que têm o rendimento comprometido ao perder a sustentação do corpo.

Em artigo publicado na página do GloboEsporte, a educadora física e fisioterapeuta Sandra Wegner orienta a hidroterapia como tratamento ideal – mas atenta que é preciso considerar as especificidades de cada tipo de espondilolistese. Com incidência média de um em cada quatro casos, a espondilolistese com pequenos deslizamentos, por exemplo, pode ser tratada com fisioterapia. “Cada caso é diferente. É necessário consultar um especialista. A resposta individual deve ser levada em conta”, escreve a profissional.

Já a artrodese é indicada para atletas sintomáticos que não respondem ao tratamento clínico e às medidas fisioterápicas. É aqui que a espondilolistese evolui para graus mais elevados. A investigação pode ser feita por meio de história clínica, exames físicos ou complementares.

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Confira, a seguir, as variadas formas de diagnóstico:

História clínica

Como na maioria das enfermidades, a história clínica é uma das mais eficazes ferramentas de diagnóstico. A principal queixa de pacientes com espondilolistese é de dor na coluna lombar baixa, incidindo desde as fases de aparecimento precoce (entre 5 e 7 anos) até indivíduos com 40 anos ou mais. Para averiguar suspeita de espondilolistese, o profissional deve recorrer ao histórico dos sintomas iniciais e aos antecedentes de trauma, assim como a acentuação da clínica com esforços – principalmente a flexão do tronco e a melhora dos sintomas com a extensão da coluna.

Entre as causas identificáveis, a principal é a espondilolistese do tipo ístmico. Enquanto crianças revelam dor relacionada aos exercícios e, em alguns casos, relatam evento traumático como causador do início dos sintomas, atletas jovens costumam apresentar dor associada a esforço, que viram constantes depois. Além disso, os pacientes relatam aumento da dor em pequenos esforços e irradiação (menos frequentemente) para membros inferiores – o que pode acontecer em casos com envolvimento radicular, principalmente nas raízes L5 e S1.

Os sintomas de parestesia, sensação que oscila entre queimação, coceira e formigamento, estão correlacionados com o tipo displásico. Uma vez que o arco posterior está intacto, o deslizamento promoveria a compressão das raízes posteriores, podendo causar sintomas brandos até outros mais graves. Entre estes, a perda de força e de coordenação dos movimentos ou mesmo incapacidade de andar – sintoma caracterizado pela estenose de canal.

Exame físico

Normalmente, o exame físico não é o meio principal para diagnóstico de espondilolistese. As queixas de dor lombar podem aparecer de maneira inespecífica, podendo ter origem na região central ou mesmo na musculatura paravertebral.

A espondilolistese do tipo displásico em geral causa um quadro neurológico precoce – mesmo que em pequenos graus de deslizamento – por conta da compressão pelo arco posterior, que está intacto com compressão da cauda equina. Na espondilolistese de grau de Meyerding, de deslizamento superior a 50%, pode ser observado um degrau à palpação lombossacra, com retração da musculatura isquiotibial.

Exames complementares

É possível identificar quadros de espondilolistese com radiografias simples da região lombossacra nas posições anterolateral, perfil e oblíqua. O processo de lise e a avaliação do grau de deslizamento de acordo com a classificação de Meyerding podem ser mais evidentes nas radiografias de perfil da região lombossacra. Por meio delas, consegue-se quantificar o ângulo de deslizamento, embora alguns estudos indiquem que o grau do deslocamento vertebral não apresenta relação direta com a intensidade da dor.

Redação Secad
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