Impressora 3D pode ser aliada na produção de medicamentos

  • junho/2019
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Assim como os hábitos da sociedade mudam com o passar do tempo, muitas doenças também são sujeitas a transformações. Por isso, a indústria farmacêutica procura valer-se de novas tecnologias (como impressora 3D) a fim de melhorar a adesão aos fármacos. Prova disso são os medicamentos personalizados. São remédios voltados à individualização de seus componentes, atendendo assim a características específicas de cada paciente.

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A utilidade pode ser compreendida a partir do caso hipotético de uma criança que precisa tomar uma dosagem X de um medicamento. O problema é que as drogas são fabricadas em miligramas predeterminadas. Ou seja, não há variação com a quantidade prescrita para a criança. Partir o comprimido é arriscado, pois que o corte tem de ser na dosagem exata – e a distribuição do fármaco é irregular. Mesmo que seja possível cortá-lo, há ainda um outro agravante: o contato com o ar, que pode fazer o medicamento oxidar.

Impressora 3D

Em 2015, o órgão regulador da indústria de alimentos e medicamentos dos Estados Unidos, o FDA (Food and Drug Administration) aprovou um fármaco desenvolvido por uma impressora 3D – e não por máquinas de compressão, como na produção tradicional de medicamentos. Trata-se do Spritam , um remédio de uso oral empregado no tratamento em adultos e crianças com crises de convulsão provocadas por epilepsia.

A impressão 3D funciona através de um software de Desenho Assistido por Computador e Fabrico Assistido por Computador (CAD/CAM). Cabe ao farmacêutico desenhar e produzir os moldes, fazendo com que cada camada do medicamento seja examinada nos mínimos detalhes. “É uma tecnologia muito flexível e interessante para individualização dos tratamentos”, afirma Humberto Gomes Ferraz, coordenador do Laboratório de Desenvolvimento e Inovação em Farmacotécnica (Deinfar) e professor da Universidade de São Paulo (USP).

O trunfo das impressoras 3D está no fato de oferecer maior diversidade aos remédios vendidos em farmácias. “Podemos imprimi-los de várias formas: comprimido, bastão, pastilha ou até mesmo uma pequena folha de gelatina”, exemplifica Ferraz. O Brasil, no entanto, ainda tem muito a evoluir no que diz respeito ao desenvolvimento de novas tecnologias para fabricação de remédios. A tecnologia 3D é um exemplo claro disso, já que só é realidade nos Estados Unidos.

Apesar de oferecerem boas perspectivas, as inovações em farmácia, no Brasil, são insuficientes o país se destacar no cenário global de pesquisas clínicas. “O que temos de mais inovador são os lançamentos das indústrias multinacionais e a liberação de novos fármacos”, observa o professor da USP. Mesmo assim, a perspectiva é positiva a quem deseja fazer carreira na área. A dica é trabalhar em cima de remédios que já existem, criando maneiras de melhorar sua eficácia – além de desenvolver novas tecnologias.

“Atualmente, há uma excelente oportunidade para indústrias e profissionais investirem nesses novos sistemas”, indica Ferraz. Para tanto, é necessário que os farmacêuticos busquem qualificação, inclusive estudando o que há de novo em outros países. O próprio coordenador do Deinfar é um exemplo a seguir. O professor é um dos autores do medicamento para enjoo Vonau Flash, cujo diferencial competitivo é a capacidade de dissolver com a saliva, dispensando a água para ingestão.

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