Sífilis congênita é tema em novo ciclo do PROENF Saúde da Criança e do Adolescente

  • setembro/2019
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O enfermeiro pediatra está entre os profissionais mais importantes no atendimento de Atenção Básica. Sua participação é fundamental não apenas na prevenção de doenças, mas no conforto proporcionado à criança e à sua família durante o tratamento – fator que pode ser determinante no desfecho clínico. A qualidade de ambas as abordagens está diretamente vinculada à qualificação profissional.

O cuidado começa ainda no período pré-natal, quando o enfermeiro pediatra deve orientar as gestantes sobre questões características dessa fase, garantindo segurança e tranquilidade durante a gravidez. Entre os assuntos abordados estão meios de prevenção a infecções sexualmente transmissíveis (ISTs).

Uma das preocupações é o aumento no número de casos de sífilis congênita (transmitida da mãe para o bebê pela placenta ou no parto). Entre 2015 e 2016, por exemplo, o Ministério da Saúde (MS) registrou um avanço de 4,7% nos casos da doença. A falta de penicilina, única forma de tratamento da enfermidade, é apontada como causa do fenômeno.

Quando há intervenção precoce – ainda no período pré-natal –, as chances de transmissão para o bebê diminuem. Após o nascimento, o diagnóstico se dá a partir do teste do pezinho e de testes imunológicos.

O protocolo do MS orienta sobre os procedimentos envolvidos entre a prevenção e o tratamento de IST’s em cada fase. Mesmo assim, segundo artigo publicado na Revista de Enfermagem da UERJ (Universidade do Estado do Rio de Janeiro), os enfermeiros carecem de conhecimentos sobre a abordagem da sífilis congênita, o que reforça a necessidade de capacitação.

Complicações

A infecção, causada pela bactéria Treponema pallidum, pode causar nascimento prematuro, baixo peso do feto ao nascer e manifestações clínicas precoces e tardias, como atraso do desenvolvimento e crescimento desproporcional.

“As consequências são graves, incluindo sequelas permanentes, como cegueira, e morte”, aponta Beatriz Toso, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Enfermeiros Pediatras (SOBEP). A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que, em 2016, houve 661 mil infecções e mais de 200 mil natimortos e mortes neonatais.

O enfermeiro pediatra ainda faz parte da equipe multidisciplinar de cuidados paliativos a crianças e adolescentes. A área de atuação ainda é novidade no Brasil e tende a aumentar. “Houve crescimento no número de casos crônicos que não têm chance de cura, mas têm de sobrevida”, explica a enfermeira pediátrica.

Os cuidados paliativos servem para prevenir, identificar e aliviar o sofrimento da criança, do adolescente e da sua família. Podem ser aplicados a partir do diagnóstico, concomitantemente aos demais tratamentos.

As intervenções variam de acordo com a necessidade de cada paciente, do conforto físico ao espiritual. “Se a dor é um problema, então será feito o manejo da dor. Se é alimentação, deve-se garantir que a pessoa receba alimentação da forma mais adequada”, indica Toso.

A abordagem da sífilis congênita e os cuidados paliativos são temas centrais do novo ciclo do Programa de Atualização em Enfermagem – Saúde da Criança e do Adolescente (PROENF-SCA). “O aluno que completar o ciclo ficará alinhado aos conhecimentos mais recentes da área”, diz Toso, organizadora do Secad.

A qualificação ocorre por meio de artigos baseados em casos clínicos, volumes impressos e conteúdos disponibilizados num portal virtual. Ao concluir o programa, o aluno recebe uma certificação de 190 horas, chancelada pela Associação Brasileira de Enfermagem (ABEn) e pela Sociedade Brasileira de Enfermeiros Pediatras (SOBEP).

Confira os temas do novo ciclo do PROENF/SCA:

    • Cuidados paliativos para crianças e suas famílias;
    • Dilemas éticos do enfermeiro pediatra;
    • Necessidades de saúde do recém-nascido de risco egresso da unidade de terapia intensiva neonatal;
    • Simulação como estratégia de ensino aprendizagem na área da saúde da criança e do adolescente;
    • Assistência de enfermagem na prevenção e tratamento da sífilis congênita;
    • Atuação do enfermeiro na prevenção e promoção de saúde nos centros de educação infantil;
    • Cegueira e baixa visão na infância;
    • Cuidado de enfermagem às crianças em comunidades quilombolas;
    • Estresse tóxico na infância: reconhecimento, complicações e prevenção;
    • Adolescentes com necessidades especiais de saúde no Brasil;
    • Atualização no tratamento de feridas em crianças;
    • Cuidado de enfermagem à criança portadora de cateteres tunelizados;
    • O cuidado à criança em vulnerabilidade social;
    • O cuidado às crianças com necessidades especiais de saúde na atenção domiciliar;
    • Reemergência de doenças imunopreviníveis na infância: sarampo e poliomielite;
    • Atuação do enfermeiro em banco de leite humano
    • Educação permanente em saúde mediada por tecnologias educacionais: possibilidades e desafios;
    • O adolescente lutando para que a hemodiálise não o defina: corporeidade, identidade e estigma;
    • O papel do enfermeiro na imunização infantil;
    • Transtornos mentais e comportamentais infanto-juvenis.

Redação Secad
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