PROENF Urgência e Emergência traz atualizações sobre assistência a vítimas de violência sexual

  • novembro/2019
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Apesar de haver passado mais de 100 anos desde a sua morte, as concepções da enfermeira britânica Florence Nightingale continuam atuais e pertinentes. A teoria ambientalista cunhada por ela no século 19 defende a ideia de que oferecer um ambiente adequado é o maior diferencial na recuperação de pacientes.

O propósito é simples: facilitar o processo de cura oferecendo qualidade de vida à pessoa enferma. Entre as premissas da teoria ambientalista estão fatores como ventilação, limpeza, boa iluminação e limite de ruídos. A estratégia tem como foco proporcionar condições que permitam a ação da natureza no processo de recuperação – considerando que a enfermagem em si não é uma prática curativa.

A realidade dos serviços de saúde brasileiros, entretanto, nem sempre condiz com esse ideário. Ainda mais quando se trata da prática da urgência. O cenário de escassez de recursos faz com que muitos enfermeiros se vejam diante de questões éticas, pois é vetado a qualquer profissional expor pacientes, famílias, colegas e a si próprios a situações desfavoráveis à condição humana.

“É um dever ético tentar, no espectro de suas possibilidades, garantir um ambiente mais adequado possível, com garantia de dignidade e cidadania durante toda a permanência dos pacientes nas unidades de saúde”, explica Renê Spezani, professor adjunto no Centro Universitário Augusto Motta (Unisuam), no Rio de Janeiro.

Violência sexual

A ética, aliás, costuma figurar entre as principais pautas da saúde. E um assunto que ganha cada vez mais destaque nesse sentido é a abordagem de vítimas de violência sexual.

Aqui, o papel da enfermagem ganha ainda mais relevância, já que em muitos casos trata-se do primeiro profissional com quem a vítima tem contato. Nas unidades de emergência, o atendimento precisa ser acolhedor e ao, mesmo tempo, resolutivo.

Os enfermeiros podem perceber os sinais clínicos de violência por meio do exame físico e da observação do comportamento. Nesse momento, é importante aproveitar a oportunidade para a fala e a escuta qualificadas. Aqui, entra em ação, também, a equipe multidisciplinar, levando ao paciente informações sobre seus direitos, encaminhamentos e notificações.

Feita a estabilização, o próximo passo é a assistência psíquica e o cuidado humanizado. “A condição atual da vítima deve ser solucionada e sua vulnerabilidade diminuída ao máximo no contexto social, oportunizado pela implementação de ações de promoção em saúde”, salienta Spezani.

O professor do Unisuam/RJ também é organizador do Programa de Atualização em Enfermagem em Urgência e Emergência (PROENF – Urgência e Emergência) do Sistema de Educação Continuada (Secad).

Novo ciclo

Alinhado às questões éticas que permeiam a prática da enfermagem, o novo ciclo do PROENF tem como destaques os temas A aplicabilidade de Teoria Ambientalista de Florence Nightingale como referencial ético, estético e político para a humanização e melhoria da qualidade do cuidado de enfermagem nas unidades de emergência e Assistência de Enfermagem a vítimas de violência sexual: um desafio nos serviços de emergência.

Além disso, artigos e estudos de caso de diversos temas correntes em enfermagem também fazem parte do ciclo 7 do PROENF. Desenvolvido em parceria com a Associação Brasileira de Enfermagem (ABEn) e profissionais de destaque na área, o PROENF lança novos conteúdos a cada três meses. Ao final de um ano de estudo, o inscrito pode receber um certificado de 190 horas.

Confira a lista de artigos* do sétimo ciclo do Programa de Atualização em Enfermagem em Urgência e Emergência do Secad:

  • Atribuições do enfermeiro em transportes aéreos e terrestres a pacientes em situações de urgência/emergência
  • Cuidados de enfermagem com o paciente na síndrome de extravasamento capilar sistêmico
  • Lesão cerebral traumática
  • Sistematização da assistência de enfermagem ao paciente com dor torácica aguda na emergência
  • A aplicabilidade de Teoria Ambientalista de Florence Nightingale como referencial ético, estético e político para a humanização e melhoria da qualidade do cuidado de enfermagem nas unidades de emergência
  • Assistência de Enfermagem ao paciente portador de Distúrbios Hidroeletrolíticos
  • Assistência de Enfermagem ao Paciente Queimado na Emergência
  • Cateter venoso central de inserção periférica (PICC): possibilidade do uso na emergência
  • Coagulação Intravascular Disseminada em paciente onco-hematológico
  • Acidente vascular encefálico hemorrágico: uma abordagem sistematizada do cuidado de enfermagem no atendimento emergencial
  • Cuidados de Enfermagem ao paciente com Síndrome de Encefalopatia Posterior Reversível (PRES)
  • Gerenciando o cuidado de enfermagem no atendimento de urgência e emergência no pré e intra- hospitalar
  • Reconciliação medicamentosa: atuação do/a enfermeiro/a em um serviço de emergência
  • Sistematização da assistência de enfermagem à vítima de trauma de tórax: perspectivas para enfermeiros que atuam em unidades de emergência
  • Assistência de Enfermagem a Vítimas de Violência Sexual: Um desafio nos Serviços de Emergência
  • Microangiopatia trombótica
  • Segurança do Paciente na unidade de emergência
  • Síndrome obstrutiva sinusoidal hepática em paciente submetido a transplante de células tronco hematopoiéticas
  • Transferência segura do cuidado ao paciente no ambiente intra-hospitalar: o papel do enfermeiro de emergência na aplicação eficaz de um instrumento padrão

Aproveite para conhecer a plataforma da Atualização em Enfermagem Urgência e Emergência gratuitamente:

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