Assistência em ECMO e grandes queimados estão entre os destaques do novo ciclo do PROENF – TI

  • setembro/2019
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A insuficiência cardíaca é a principal causa de hospitalização de pessoas acima de 65 anos. No Brasil, a mortalidade em razão dessa ocorrência está acima da média de vários tipos de câncer – chegando a 50 mil óbitos ao ano. Mas ela não é a causa básica da morte, já que se trata de uma complicação decorrente de outras condições, como doença cardíaca hipertensiva, doença isquêmica do coração e diabetes.

O problema é que a insuficiência cardíaca, em estágio avançado, provoca congestão do pulmão, sendo necessária a oxigenação por membrana extracorpórea (ECMO). Tal complexidade exige assistência de enfermagem especializada em Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

A ECMO é uma técnica de perfusão que faz a depuração extracorpórea do dióxido de carbono e a oxigenação do sangue, sem precisar usar o pulmão. A medida é de uso temporário para manter a continuidade das condições circulatórias e é também usada em cirurgias.

Os equipamentos exigem alta tecnologia para não comprometer o procedimento. Nesse sentido, a ciência vem aprimorando os aparelhos para otimizar sua funcionalidade, o que exige constante atualização dos profissionais envolvidos no seu manejo.

A configuração básica do aparelho funciona a partir de tubos, da membrana de oxigenação artificial e da bomba propulsora. A bomba drena, pelos tubos, o sangue desoxigenado e com alta taxa de gás carbônico. A membrana faz a centrifugação e então devolve o sangue oxigenado para o organismo em um processo contínuo.

Na prática

O papel da enfermagem no manejo da ECMO diz respeito à monitoração. O acompanhamento dos sinais vitais e condições hemodinâmicas durante o procedimento são indispensáveis para evitar complicações. O enfermeiro deve ainda observar a circulação periférica e a condição neurológica do paciente, além de dar assistência na troca de curativos, controle de medicações e suporte ventilatório. Tudo isso sem esquecer da prevenção de infecções.

Mas não é apenas do paciente que a enfermagem se encarrega nesses casos. O funcionamento da aparelhagem eletrônica também fica a cargo da equipe. A verificação das condições do equipamento, como, por exemplo, evitar dobras nos tubos e a atenção para alarmes ou vazamentos é de responsabilidade do enfermeiro.

Acontece que até hoje a literatura sobre o manejo de ECMO era limitada. O aprendizado sobre o procedimento muitas vezes é repassado beira-leito. Outro assunto de alta relevância nas UTIs é a assistência de enfermagem ao grande queimado. No entanto, são escassos os materiais que reúnem relatos práticos de cuidados com a pele com o que há de mais atual em estudos científicos.

Esse, porém, é o diferencial do novo ciclo do Programa de Atualização Profissional em Enfermagem e Terapia Intensiva (PROENF – TI), que aborda, entre outros assuntos, a Assistência de enfermagem ao grande queimado na unidade de terapia intensiva e os Cuidados de Enfermagem ao paciente em ECMO de forma inovadora. Além dos tradicionais estudos de caso, o programa traz pesquisadores escrevendo de maneira didática sobre a prática dessas assistências.

“Procuramos manter temas tradicionalmente discutidos em UTI com foco nas últimas evidências científicas. Isso é o mais importante, na prática”, comenta a professora Mara Ambrosina Vargas, do Departamento de Enfermagem da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), e organizadora do Programa de Atualização em Enfermagem Terapia Intensiva (PROENF – TI).

Desenvolvido em parceria com a Associação Brasileira de Enfermagem (ABEn) e profissionais renomados, o PROENF TI lança novos conteúdos a cada três meses. Ao final de um ano de estudo, o inscrito pode receber um certificado de 190 horas.

“A atualização nos mantêm conectados com o que é essencial no processo de cuidar. Isso valoriza a enfermagem, pois evidencia os diferentes aspectos da profissão”, diz ela. “Por isso, precisamos das estratégias de atualização, para nos desenvolvermos ainda mais.”

Confira a lista de artigos do 3º ciclo do PROENF TI do Secad*:

    • Assistência de enfermagem ao grande queimado na unidade de terapia intensiva
    • Nursing Activities Score: medição de carga de trabalho em pacientes críticos
    • Papel do enfermeiro na alta da unidade de terapia intensiva
    • Segurança do paciente na unidade de terapia intensiva
    • Atendimento na parada cardiorrespiratória (PCR)
    • Cuidados de Enfermagem ao paciente em ECMO
    • Prevenção de lesões oculares no ambiente da terapia intensiva
    • Sepse: tempo é célula
    • Síndrome Pós-cuidado Intensivo: O grande desafio das UTI’s
    • Abordagem ao cliente com sepses: do pré-hospitalar à unidade de terapia intensiva
    • Atendimento ao paciente com Acidente Vascular Cerebral (AVC) – AVC isquêmico e hemorrágico
    • Lesão por Pressão: Orientações e evidencias no cuidado ao paciente grave
    • Os Sistemas de Linguagem Padronizados: NANDA – NOC-NIC e a aplicação das etapas do Processo de Enfermagem na Terapia Intensiva
    • Saúde Mental e a prática profissional do enfermeiro em Unidade de Terapia Intensiva
    • Assistência de enfermagem à vítima de trauma na terapia intensiva
    • Pesquisa em terapia intensiva
    • Simulação realística: capacitação dos profissionais da terapia intensiva
    • Síndrome Cardiorrenal na UTI
    • Uso de drogas vasoativas na prática clínica do enfermeiro

*Os conteúdos estão sujeitos a alteração.

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