Ventilação mecânica: a importância dos respiradores no combate ao coronavírus

  • maio/2020
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Em meio à pandemia da Covid-19, a demanda por respiradores disparou mundo afora. A ventilação mecânica é fundamental no tratamento dos casos mais graves de infecção pelo novo coronavírus, quando os pacientes apresentam dificuldades respiratórias. Existem no Brasil cerca de 65 mil aparelhos.

Sendo assim, com o país tendo ultrapassado a marca de 100 mil casos no começo de maio, as unidades de saúde se preocupam com uma possível escassez de equipamentos. Nesse cenário será preciso adotar estratégias de compartilhamento.

No começo de abril, pesquisadores brasileiros e americanos divulgaram um estudo apontando que no mesmo mês o sistema de saúde nacional começaria a sofrer com a falta de leitos e respiradores. De fato, hoje diversos estados do Norte e Nordeste têm índices de ocupação de UTIs superiores a 90%, o que poderá desencadear em insuficiência de ventilação mecânica para portadores de coronavírus.

Em entrevista ao jornal Correio Braziliense, o pesquisador da Fiocruz Marcelo Gomes, coordenador do Sistema InfoGripe, afirma que “a tendência é de que a necessidade de rejeitar pacientes se confirme”.

Para reduzir essa possibilidade da chamada Escolha de Sofia, o Ministério da Saúde continua recomendando o isolamento social como principal forma de combate à pandemia. O órgão também financia a construção de novos leitos de UTI e, recentemente, estabeleceu uma parceria com a iniciativa privada para produzir 14 mil respiradores até julho.

Seja um médico mais preparado para essas condutas com a Atualização Profissional (PROAMI) desenvolvida pela Associação de Medicina Intensiva Brasileira (AMIB).

Compartilhamento como opção

Na Europa, equipes médicas tiveram de escolher quais pacientes de Covid-19 deveriam ser atendidos – uma decisão que varia conforme o prognóstico. Dessa forma, para não precisar enfrentar essa situação, alguns profissionais da saúde compartilham respiradores entre duas ou mais pessoas.

Com tubos plásticos e peças em formato de T, os médicos dividem o fluxo de ar. O maior desafio está no monitoramento: com as funções do aparelho divididas, perde-se a capacidade de controlar com exatidão o pulmão de cada paciente. A técnica também impede que se personalize a pressão e o volume de ar, além de interferir nos alertas de excesso de pressão pulmonar.

Contudo, ainda não há estudos clínicos para comprovar a segurança e a eficácia dessa forma de ventilação. Em 2006, os médicos emergencistas Greg Neyman e Charlene Babcock Irvin publicaram um estudo com simuladores de pulmões. Os pesquisadores testaram a capacidade de um ventilador mecânico para atender mais de um paciente simultaneamente em situações extremas. Os resultados indicaram que os aparelhos têm potencial para auxiliar até quatro pessoas de 70 quilos por um tempo limitado.

Novo modelo de respirador

Um grupo de engenheiros da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli/USP) desenvolveu um ventilador pulmonar emergencial de baixo custo. O modelo foi construído com componentes fabricados no Brasil, a fim de reduzir gastos com importação. Entre as vantagens estão o preço e o tempo de produção. O respirador leva menos de duas horas para ser fabricado e custa aproximadamente R$ 1 mil – cerca de 15 vezes menos que o preço médio do mercado. O modelo é mecânico, pensado para situações emergenciais, em que as linhas de ar comprimido dos hospitais estejam em falta.

Os testes para verificar a segurança e a eficácia do aparelho foram realizados com pacientes do Hospital das Clínicas da USP, e ventilador foi aprovado pelos técnicos em todos os modos de uso. Além disso, o projeto tem licença aberta para as empresas interessadas em produzi-lo.

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